sábado, 28 de março de 2009

quinta-feira, 19 de março de 2009

A arte de gostar de Mulher

Bryan Adams - Have you ever really loved a Woman



Em uma exposição de fotografias, ouvi a seguinte frase do fotógrafo:

"... para fotografar nu feminino é preciso gostar de mulher". Eu sorri, porque na minha cabeça aquilo parecia meio óbvio, mas antes que qualquer um fizesse algum comentário ele completou.

"Não se trata de gostar de mulher no sentido sexual, ter tesão por mulher nua, essas coisas. Isso pode ter também. Mas se trata de gostar de mulher em um sentido mais profundo. Gostar do universo feminino. Observar que cada calcinha é única, tem uma rendinha diferente e ficar entretido com isso", afirmou.

O fato é que eu concordo com o conceito do Arruda sobre gostar de mulher. Não basta ser heterossexual, o machão latino. Para gostar de verdade de uma mulher são necessários outros requisitos que são raros. Por isso a mulherada anda tão insatisfeita.

Sensibilidade é fundamental. Paciência também. O homem que não tem paciência para escutar a necessidade que a mulher tem de falar, ou sensibilidade para cativá-la a cada dia não gosta de mulher. Pode gostar de sexo com mulher. O que é bem diferente.

Gostar de mulher é algo além, é penetrar em seu universo, se deliciar como com que ela conta todo o seu dia, minuto por minuto, quando chega do trabalho. Ficar admirando seu corpo, ser um verdadeiro devoto do corpo feminino, as curvas, o cabelo, seios. Mas também cultuar a sagacidade feminina, sua intuição, admirar seu sorriso que é muito mais espontâneo que o nosso.

Gostar de mulher é querer fazer a mulher feliz. Levar flores no trabalho sem nenhum motivo a não ser o de ver seu sorriso. É escutar pacientemente todas as queixas da chefa rabugenta, que provavelmente é assim porque seu homem não gosta de mulher.

O homem que gosta de mulher não está preocupado em quantas mulheres ele comeu durante a vida, mas sim com a qualidade do sexo que teve. Quantas mulheres ele realizou sexualmente, fazendo-as se sentirem desejadas, amadas, únicas, deusas, na cama e na vida.

O homem que gosta de mulher não come mulher. Ele penetra não só no corpo, mas na alma, respirando, sentindo, amando cada pedacinho do corpo, e, é claro, da personalidade.

"Para viver um grande amor é necessário ser de sua dama por inteiro", afirmou Vinícius de Morais no poema "Para viver um grande amor".

Para amar verdadeiramente uma mulher o homem deve ser totalmente fiel, amá-la até a raiz dos cabelos. Admirá-la, se deixar apaixonar todo dia pelo seu sorriso ao despertar e principalmente conquistá-la, seduzi-la, como se fosse a primeira vez. O homem que não tem paciência, nem tesão, nem competências para lhe seduzir várias e várias vezes, esse, minha amiga, não se iluda, não gosta nem um pouco de mulher.

Conquistar o corpo e a alma de uma mulher é algo tão gratificante que tem que ser tentado várias vezes. Só que alguns homens, os que não gostam de mulher, querem conquistar várias mulheres. Os que gostam de mulher é que conquistam várias vezes a mesma mulher. E isso os gratifica, os fortalece e dá a eles uma nova dimensão.

A dimensão da poesia, do amor e em última instância do impenetrável universo feminino. Mas atenção amigos que gostam de mulher: gostar de mulher e penetrar em seu universo não é torná-las cativas e sim libertá-las, admirá-las em sua insuperável liberdade.

Uma das músicas com que mais me identifico é uma em inglês, por incrível que pareça, para um nacionalista e anti-imperialista convicto. É a "Have you really loved a woman?", do cantor Bryan Adams. A música foi tema do filme Don Juan de Marco, e em uma tradução livre quer dizer "Você já amou realmente uma mulher?".

Em toda a música o cantor fala sobre a necessidade de se conhecer os pensamentos femininos, sonhos, dar-lhe apoio, para amar realmente uma mulher.

Essa música é perfeita. Como se vê, gostar de comer mulher é fácil. Agora gostar de mulher é dificílimo. Precisa ser macho de verdade para isso. Quem se habilita?

desconheço o autor

sábado, 7 de março de 2009

Poema do Menino Jesus

Neste vídeo, Bethania declama o "Poema do menino Jesus", de Alberto Caieiro/Fernando Pessoa e, em seguida, canta "O doce mistério da vida". Muito lindo!


Não sei



Não sei... se a vida é curta...

Não sei...
Não sei...

se a vida é curta
ou longa demais para nós.

Mas sei que nada do que vivemos
tem sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que sacia,
amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:
é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira e pura...
enquanto durar.


Cora Coralina

HOMENAGEM ÀS MULHERES



O mundo é feito por diversos tipos de mulheres:
Mulheres que curam com a força do seu amor...
Mulheres que aliviam dores com a sua compaixão...

Mulheres que cantam o que a gente sente...
Mulheres que escrevem o que a gente sente...
Mulheres glamourosas...
Mulheres maravilhosas...
Mulheres que nos fazem rir...
Mulheres batalhadoras...
Mulheres talentosas.

O Mundo também é feito por outros tipos de mulheres,
nem tão conhecidas ou famosas...
Mulheres que deixam para trás tudo o que têm,
em busca de uma vida nova...
Mulheres que, todos os dias, encontram-se diante
de um novo começo...
Mulheres que sofrem diante das injustiças...
Mulheres que sofrem diante de perdas inexplicáveis...
Mães amorosas...
Mulheres que se submetem à duras regras...
Mulheres que se perguntam qual será o seu destino...
Mulheres que têm escritos na face todos os dias de sua vida.
TODAS, mulheres especiais...
Todas, mulheres tão bonitas quanto qualquer Estrela,
porque lutam todos os dias para fazer do Mundo um lugar
melhor para se viver.

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Parabéns para todas nós!

desconheço o autor

terça-feira, 3 de março de 2009

Significados

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.

Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.

Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.

Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.

Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.

Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.

Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.

Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.

Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não... Amor é um exagero... também não.
Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?

Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação,
Esse negócio de amor, não sei explicar.

Mario Prata

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Isso de amizade...


ISSO DE AMIZADE
(Artur da Távola)

Ah, esse fenômeno instigante, o das amizades
que se mantêm independentes da convivência.
Será amizade? Será saudade comum dos anosvividos em amizade?
Será saudade dos anos felizes ou uma afinidade que se espraia no tempo?

Não sei responder.
Sei que com algumas pessoas (poucas), há uma insistência teimosa em desejar ver, trocar idéias e experiências, creio, pela certeza da reciprocidade e do "ser aceito".

Sim, talvez seja a certeza de ser aceito, uma das maiores necessidades humanas neste mundo de incompreensões.
Talvez seja a necessidade da existência de certeza prévia de acolhimento ao que somos, como somos e ao que pensamos, o fermento da amizade.

O mistério da amizade talvez resida no alívio que traz a existência de alguém que nos acolha. Digo acolha e, não, recolha - aí já seria dependência de um lado e paternalismo do outro.

Acolher significa receber de bom grado, previamente, sem julgamentos ou resistências.
É molesto o fato de que os seres humanos vivam a julgar e que suas opiniões prévias interponham barreiras na comunicação, dificultando-a.

O mistério da afinidade consiste na inexistência das resistências ao outro, mesmo quando haja
discordância. Isso não deriva apenas de afeto.

Quantas vezes há afeto entre as pessoas sem, porém, a aceitação natural, espontânea e prévia?

Verifique nas amizades tidas e vividas ao logo da vida, o que delas restou. Haverá muita vivência,
boa e má. Raramente, porém, restará a amizade...

Com os anos, vão se tornando escassas as amizades que atravessaram o terreno íntimo que lhes é próprio sem arranhões e sem mágoas, restando, como fruto, após ingentes experiências humanas e existenciais, apenas (e já é tanto...) a amizade.

Amizade é o que resta da amizade.
Se o que resta de uma amizade é amizade, então amizade é.

Recomeço


Hoje voltei às salas de aulas.

E esta é a vista que tenho da janela da minha sala de aula.

Novos horizontes. Recomeço.

Nada para. Tudo muda.

Assim é a vida. Movimento.

A ARTE DE VIVER JUNTOS



Conta uma lenda dos índios sioux que, certa vez, Touro Bravo e Nuvem Azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram:

* Nós nos amamos e vamos nos casar. Mas nos amamos tanto que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até a morte. Há algo que possamos fazer?

E o velho, emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:

* Há o que possa ser feito, ainda que sejam tarefas muito difíceis.Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo aqui, com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias.Somente com uma rede deverás apanhá-la, trazendo-a para mim viva!

Os jovens se abraçaram com ternura e logo partiram para cumprir a missão.

No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves. O velho tirou-as dos sacos e constatou que eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.

* E agora, o que faremos? Os jovens perguntaram.

* Peguem as aves e amarrem uma à outra pelos pés com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres. Eles fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros.

A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela impossibilidade do vôo, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar.

Então o velho disse:

* Jamais esqueçam do que estão vendo, esse é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar um ao outro. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados. Libere a pessoa que você ama para que ela possa voar com as próprias asas.

Essa é uma verdade no casamento e também nas relações familiares, de amizade e profissionais.

Respeite o direito das pessoas de voar rumo ao sonho delas.

A lição principal é saber que somente livres as pessoas são capazes de
amar.

ATALHOS


Quanto tempo a gente perde na vida?
Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros
Sim, depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, etc.
E aí, mais tarde, demora pra entender certas coisas.

Demora, também, pra dar o braço a torcer.
Viramos adolescentes (aborrecentes) teimosos e dramáticos.
E levamos um século para aceitar o fim de uma relação. E outro século para abrir a guarda para um novo amor.

Quando, já adultos,
demoramos para dizer a alguém o que sentimos,
demoramos para perdoar um amigo,
e demoramos para tomar uma decisão.

Até que um dia a gente faz aniversário. 37 ou 41 anos. Talvez 50 e tal....
Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto.
E só aí a gente descobre que o nosso tempo não pode continuar sendo desperdiçado.

Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado, no segundo tempo, e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro.
Ou fazer tabelas desnecessárias.
Quanto esbanjamento.
E esquecemos que não falta muito pro jogo acabar...

Sim, é preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso.
Pois tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto.
Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar.

E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando.
Não esperam sentadas, não ficam dando voltas e voltas.
E não necessitam percorrer todos os estágios.
Queimam etapas.
Não desperdiçam mais nada.

Uma pessoa é sempre bruta com você?
Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito?
Beije-o primeiro e veja se ele, realmente, interessa e transmite algum sentimento.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.

Paciência só para o que importa de verdade.
Paciência para ver a tarde cair.
Paciência para degustar um cálice de vinho.
Paciência para a música e para os livros.
Paciência para escutar um amigo.
Paciência para aquilo que vale nossa dedicação.
Pra enrolação, um atalho.
O maior possível!

Martha Medeiros

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Vovó Zilah

Tive uma avó feita de açúcar, de sonho e de amor. Chamava-se Zilah.

Tinha cheiro de antigas gavetas perfumadas de jasmim, de chuva na terra molhada, de bolo de fubá saído do forno, de manhãs de primavera, de banho tomado, de água limpa, de calda de chocolate, de água de colônia.

Foi uma senhorinha que chegou quase aos noventa e oito anos.
Pequena, de cabelos lisos, muito brancos e brilhantes, sempre arrumados. O rosto com duas bochechas cor de rosa de enfeite sob os olhos espertos e ternos.

Um jeito de sorrir que derretia almas. E tinha também muito ataque de riso, que tentava disfarçar inutilmente com a mãozinha tapando a boca, de um jeito só dela.

Vestia-se sempre impecavelmente, com roupas sóbrias e elegantes de tecido delicado de um leve colorido. Nas pernas (que sempre foram lindas ), usava meias finas e nos pés sapatinhos baixos de couro combinando com a roupa. As unhas sempre feitas e esmaltadas com um leve rosa pálido.

Amava jogar buraco, amava ganhar no buraco. Amava trabalhos manuais. Amava acima de tudo nossa família. Minha avó, nossa grande e doce matriarca.

Tinha um jeito de dama antiga, tamanha a sua delicadeza, e ao mesmo tempo um jeito de menina arteira no brilho dos olhos.
Tinha uma lucidez invejável, discutia política. Culta, bem informada e atual.

Tinha o dom da palavra, do conselho, de ouvir, de acolher, de entender, sem julgar. Tinha o dom do amor. Também o dom da sabedoria, conquistada no alto de uma vida plena, onde criou bravamente cinco filhos. Uma doce guerreira da vida.

Essa avó foi muito mais que uma avó para mim desde que me conheço por gente. Foi minha amiga, confidente, companheira. Meu porto seguro, meu colo, meu exemplo, minha direção e meu orgulho.

Amava ouvir as histórias de sua vida. Amava estar ao lado daquela alma de luz, daquele bibelô de porcelana na aparência, mas que por dentro tinha a honra, a luta, a grandeza, o caráter, a fibra como habitantes.

Ser de poesia, de luz e de flocos de algodão.

Minha fada velhinha. Minha avó. Meu amor.

Pensamentos

"O verdadeiro amor não morre, dorme para acordar mais belo."


A. C. de Jesus

Razão de Viver

Eles são o motivo do meu sorriso constante, da minha fé inabalável, da minha alegria de viver. Sem eles a vida não teria o menor sentido.
Amo vocês..muito!!!!

15 anos da Mônica



Mô, minha gatinha.
Finalmente chegou o dia tão esperado e desejado: dia dos seus 15 anos. E como sua tia e dinda, não poderia ficar de fora deste acontecimento, por isso quero compartilhar cada minuto deste seu dia maravilhoso e presenciar cada um dos seus sorrisos.

Quero desejar-lhe toda felicidade e sucesso que você merece.
Hoje é o seu dia. Viva-o intensamente e lembre-se que todos à sua volta, assim como eu, torcemos muito pelas suas conquistas.

Desejo que uma constelação inteira brilhe nesta nova etapa, iluminando sua evolução para uma vida segura e muito feliz!

Parabéns e muitas felicidades !!!!!!!!

Te amo.

Tia Ciça

Opinião de um homem sobre o corpo feminino




Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.

Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.

As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas... . Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.

Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.

A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas.. Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.

É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.

As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá amanhã, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se saboteia e não sofre); quando tem que ter intimidade
com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.


Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!

A beleza é tudo isto.

Assinado:
Um homem.

A saudade fala português


Eu tenho saudades...
Saudades de tudo que marcou a minha vida...
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz,
quando me lembro do passado, eu sinto saudades...

Sinto saudades sim...
De amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo,
do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou vir a ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei, de quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito,de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer...

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito; daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contráriada minha vida e que só enxerguei de vislumbre;

de coisas que eu tive e de outras que não tive mas quis muito ter; de coisas que nem sei que existiram mas que se soubesse, de certo gostaria de experimentar...

Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava totalmente, como só os cães são capazes de fazer,

dos livros que li e que me fizeram viajar, dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar, das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade...

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que, não sei aonde, para resgatar alguma coisa que nem sei o que é, e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês,mas que minha saudade, por eu ter nascido brasileira, só fala português embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente, quando estamos desesperados, para contar dinheiro, fazer amor e clarear sentimentos fortes, seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples "I Miss You", ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima, corretamente, a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...

Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este
aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor
do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis, de que amamos muito, do que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...

Sentir saudades, é sinal de que se está vivo !!!
Essa semana estive conversando com um amigo e ouvi ele falando que se sentimos saudades é porque algo positivo ficou guardado em nossa memória...

É a mais pura verdade, pois eu, ao longo da minha vida sinto saudades de muitas coisas...

Do roçar da barba mal feita do meu pai tocando meu rosto na hora do beijo...

Do aroma do café da minha avó sendo coado...

Do olhar sério do meu avô enquanto via a fumaça do cigarro sumir pelo ar...

Da paz que eu sentia quando sentava no chão ao lado do berço do Marcelo, da Thais e do Fabinho e ficava observando-os dormir...

Da história da estrelinhas que meu avô contava...

Das músicas que cantava com meus primos e tios...

Meu Deus... quantas e boas saudades eu sinto...

Sou uma pessoa privilegiada e abençoada por ter tido tanta vida, e vida com tanta qualidade...

Sou uma pessoa abençoada por ter marcado, e por ter me deixado marcar por tantas pessoas...

Não sei se é a proximidade de mais um fim de semana, ou se é esse tempo de chuva que está lá fora hoje, ou mesmo se foi o que eu ouvi o meu amigo dizendo, ou até se é a própria idade falando alto aqui dentro de mim, o que sei é que hoje estou sentindo muitas, mas muita saudades mesmo...

Um beijo para você de quem sinto tanta saudade...

O Tempo


O tempo é:

muito lento

para os que esperam;

muito rápido

para os que têm medo;

muito longo

para os que lamentam;

muito curto

para os que festejam;

mas,

para os que amam,

o tempo

é eternidade...

Encantos da Mulher Madura



A verdadeira beleza da mulher,

Aquela beleza que perdura,
É sem duvida, a da mulher madura...
Pois é a mulher que sabe o que quer...
Já viveu amores...
Já teve alegrias, já sofreu dores...
Por ser experiente...
Torna-se exigente...
Não quer sofrer novamente...
Não se deixa levar por um repente...
Quer saber-se amada,
Quer ser bem conquistada...
Ainda que seja um amor de momento...
Que talvez, vire um tormento...
Tem que ser sincero... tem que haver sentimento...
Mesmo que não perdure,
Que seja eterno enquanto dure...
Não quer aquele amor apressado...
Tem que ser controlado...
O antes, em preliminares, bem demorado...
O durante... que seja delirante...
O depois, que dure bastante...
Nada daquilo de virar para o lado... é frustrante...
Tem que ser com bastante carinho...
Muito beijinho... muito denguinho...
O antes, o durante e o depois... tem que ser com amor...
Com bastante calor...
Tem que saber amar,
Para uma mulher madura conquistar...
Ela quer companhia... com muita harmonia,
Quer vida compartilhada... é mulher atuante...
Ter seu espaço respeitado... pois foi conquistado...
Quer amor... quer carinho... e também consideração...
Enfim... quer ser tratada como mulher,
Que soube seu caminho escolher...
Que sempre soube viver...
Quer apenas ter o direito de escolher
Como o fazer...
Quem tiver a felicidade de a ter a seu lado,
Considere-se privilegiado...
Pois foi por ela conquistado...
É a melhor idade... é a idade da razão...
É amor que faz bem ao coração...
É aquele amadurecimento,
Que aprimora o sentimento...
Saibam conservar o amor, o carinho da mulher madura...
Porque este sim, fica... e perdura.

Marcial Salaverry